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Olá Parças!


Hoje vamos matar a saudade daquele jeitão!!
Hoje tem Resenha sobre o desfile do MPIF'

MUITO ROUFFF!

A EXPERIÊNCIA.
Apoiadas pela Melissa por termos sido uma das ganhadoras do Melissa Meio Fio nós realizamos o nosso projeto que era o Desfile do nosso coletivo MPIF' POSSE (MULHER PRETA INDEPENDENTE DE FAVELA POSSE) formado por Valerie Anauá, (Akash Store e Anauá Agency) Aniele Iná, (Unai Ateliê) Tasha e Tracie Okereke, Mayara Amaral (Shashamane Braids) e Ciça Pereira com a Ajuda do nosso padrinho de projeto Gustavo Silvestre colocamos a mão na massa pra colocar a nossa idéia em prática.
A nossa idéia era fazer o nosso desfile do jeito que gostariamos que fossem os que já fomos, uma experiência, algo memóravel e não exclusivo, uma festa mesmo! Ali na Casa do Povo, montamos no ateliê um estúdio para material Visual aberto ao público, todos podiam acompanhar o processo criativo de Hick Duarte e Vivi Bacco, enquanto isso, no andar de cima  nosso parceiro Dj MF admnistrava a vibe tocando tudo que noiz gosta, todo mundo podia dançar e ao mesmo tempo observar no mesmo ambiente as Modelos sendo maquiadas pela equipe da Camila de Alexandre e transitar pelo espaço em que estavam os figurinos, ou quem quisesse podia apenas sentar e observar tudo acontecer enquanto tomava seu drink, a intenção era que todos pudessem ver o Desfile/Performace igualmente, sem primeira fila confortável e ultima fileira amontoada nas pontas dos pés, Periferia e "mundo da moda" no mesmo ambiente, colocamos uma espécie de Totén, tipo um pódio iluminado em que as modelos pudessem subir depois de desfilarem, o lugar estava devidamente defumado e com muitas Arrudas, Espadas de São Jorge, Comigo-Ninguém-Pode e Pimenteiras decorado pras nossas  Òrìṣàs desfilarem.
Com a trilha sonora feita pelo monstrão Filiph Neo e com a voz de Tracie Okereke (euzinha que vos escrevo) Exú, Nanã, Insã, Oxum e Iemanjá desfilariam sem sequência certa, cada grupo na melhor hora era tudo regido por energia.




O Tema e as Modelos, um era o outro.

O nosso tema  era exatamente o que as modelos são; Deusas Africanas!  mulheres que nos inspiram no dia-dia, rainhas desse século, Mayara, Stephani Mauricio  e Ciça por exemplo, toda vez que nos juntamos trocamos muito conhecimento, e voltamos muito inspiradas, encontramos força umas nas outras e alimentamos a nossa independência, quando falamos em "INDEPENDENTE" não falamos só de financeiro, e sim do primordial, INDEPENDÊNCIA INTELECTUAL! tendo isso você pode transitar em qualquer ambiente e ouvir qualquer coisa persuasiva, mas o seu olhar critico permanecerá e tendo independência intelectual você raramente será pobre e/ou dependente emocionalmente (pelo menos não pra sempre).
Varias amigas que já são modelos ou desenibidas como Kamilah Khoame e Raquel dos Santos, Iris Ingrid e Haône Tinar mas também tinhamos  a Leticia super pesada da nossa quebrada que nunca se viu  como modelo e estava bem nervosa mas no final depois de muita ansiedade e de darmos muito espaço pra ela, ela se sentiu confortável, ela estreou como modelo e agora é uma das caras do MPIF' e modelo da Anaua Agency que é uma das plataformas do MPIF' tivemos também varias meninas da HDA MODELS, o nosso casting tava muito pesado! 
Erika Palomino nos  ajudou a montar a dinâmica do desfile!
As roupas eram majestosas mas com influência de quebrada, originais rainhas, vestindo roupas que desenhamos e crochês do Gustavo Silvestre e Chapéis feitos por Detentos do Presidio Adriano Marrey, e perucas e  acessórios bem africanos que criamos.

A Vice colou  e  a Larissa Zaidan fez umas fotos lindas!


Renata Brazil Maquiando a Raquel 

Tasha ajeitando a coroa da Oxum Khoame...

    Leticia Exú pesadinha <3

EXÚ


EXÚ

Iemanjá 
Nanã Haone ...

Para mais fotos e matéria da Vice: 
https://www.vice.com/pt_br/article/coletivo-mulheres-pretas-independentes-de-favela





Iemanjá



 Oyá


EXÚ


Abaixo fotos de Vivi Bacco:
Tais Esteves PESADAAAA!!! Iansã.

IANSÃ !


Iris Ingrid aka QuelaCrioula dona e proprietária do @originalfavela


Ciça Pereira Nanã

 Nanã Haone

Nanã Mayara Amaral
 NANÃ

 NANÃ

IEMANJÁ



 IEMANJÁ





Oxum e Iansã <3


 EXÚ



 EXÚ




MPIF ROUFF!!!!

Confira os videos!
Por Hick Duarte para Melissa



 O Canal Favela Bussiness colou também!





Foi bem o que a gente queria, uma experiência foda para todos os envolvidos!
só temos a agradecer o apoio que vocês no dão, satisfação Familia, vem um mini documentário sobre o MPIF por aí !! 

Olá! gente,a Tracie fez há um tempo atrás um post na plataforma Meio Fio com algumas reflexões sobre nossa experiência na escola,é um texto muito importante que sentimos vontade de repostar pra vocês!
check it;
"Hoje em dia enxergo e consigo entender totalmente pessoas travadas e que pensam dentro da caixa, pessoas que precisam seguir um padrão e vivem a margem de tendências manipuladas e morrendo de medo de serem elas mesmas... Pelo menos parte disso na minha opinião tem a ver não só com a criação mas com a escola também, posso falar pela minha geração pelo menos, veja bem; sempre fomos muito interessadas por livros, revistas, quadrinhos e pedíamos pra nossa mãe ler pra gente o que nem sempre rolava e quando rolava a gente achava que ela estava mentindo a história  pra ir mais rápido rs então aprendemos até que rápido a ler e na primeira série lemos nosso primeiro livro, juntas, lemos de ponta a ponta  “Abusado” de Cacco Barcelos desde então nos víamos famintas de leitura e escrita, escrevíamos muitas coisas, histórias, diários, enfim...  Eu lembro de na primeira ou segunda série enquanto estudávamos na escola Clóvis no Boi Malhado (que era uma escola pública bem grande com espaços e potencial incrível que só foi explorado em época de eleições, hoje a escola não existe mais por abandono do governo) que uma contadora de histórias foi na escola, eu lembro até hoje, até  da cara dela, eu tenho esse como um dos melhores dias da minha vida, lembro do quanto gostei daquilo... mas ao mesmo tempo lembro que  grande decepção foi esperar que aquilo acontecesse de novo... A vida seguiu e estávamos na escola estadual Pizão onde tínhamos aulas de arte e literatura (literatura as vezes né)as aulas de arte consistiam em praticamente nos mandar copiar grandes obras e as notas eram dadas de acordo com a proximidade que seu desenho, sua obra, tinha de uma obra de um  artista “renomado” Tarsila do Amaral e Picasso, essas coisas, pra mim a parte de ensinar teoria e técnica da arte ta ok, mas até o ensino médio eu me lembro de ser a mesma palhaçada sem sentido de nos fazer tentar copiar um artista pra nos dar nota, medindo nossa capacidade por semelhança, nos fazendo pensar dentro de uma caixa e nos passando a mensagem de  que pra ser bom temos que fazer algo igual ao de alguém que foi bem sucedido, ao invés de estimularem o conhecimento próprio e expressão, a liberdade, a interpretação de tal arte pela visão de cada um, até porque arte é singular, é a extensão do ser, quem é alguém pra dizer que tal arte é boa ou não, se ela é uma criação única né... Sem contar que eu tive que roubar livros pra poder realmente ler algo que vinha de lá... Esse não é um discurso anti-escola, muito pelo contrário, porque eu sempre estudei e estudo bastante, e conhecimento é poder, é arma poderosa! Isso  é um relato do que me entristece e não quero pros meus irmãos, eu tive UM professor que respeitou a minha individualidade, professor Marcelo de História na escola Leme do Prado acho que na sexta série... e ele é o único que realmente me fazia pensar ao invés de decorar e copiar coisas...  A escola que eu conheci me deprimiu porque ela basicamente me dizia que eu podía escolher ser só uma coisa e que tínhamos que seguir um certo caminho pra conseguir, pra ser “alguém” senão o resultado seria um só: o fracasso ou seja, quando você não se encaixa em lugar nenhum ou em profissão nenhuma você já aceita que é um fracassado,  não é “Alguém na vida,”  você corre pra fazer qualquer coisa mais ou menos que te dê o titulo de “Alguém” na visão dos outros mesmo que por dentro você se sinta ninguém ou outra pessoa que não é você, um curso qualquer, uma faculdade só por fazer, nem sei dizer quantas pessoas eu conheço que  fazem cursos e faculdades só pra provar que podem ser “Alguém” sem ter ao menos descoberto quem é esse alguém que você quer ser,  o que nos passavam era que não estavam nem ai pra gente e quando estavam era mais uma coisa de controle do que real amor ou no mínimo preocupação com o nosso desenvolvimento e sucesso real, queriam fazer de nós e eu e a Tasha não sabiamos o que queríamos ser, só sabíamos o que amávamos...
Por um bom tempo eu me senti fracassada e perdida, porque o mundo e os professores me diziam que eu não podia ser tudo, o desencorajamento era constante, não seria possível viver do que se ama, se pá saber o que se ama nem era importante, ou tem que ser hobby, infelizmente eu não vi a minha escola fazer um aluno acreditar em si mesmo, eu aprendi tudo com a liberdade a rua.
Exigiam que eu, uma adolescente em crise escrevesse todo ano pelo menos 3 vezes uma redação entitulada “ quem sou eu”  e isso me matava,  eu falava qualquer groselha pra preencher linha tipo, “eu moro num bairro bla bla bla”porque eu ainda nem sabia quem eu era, e não tinha que saber também , mas eu me sentia pressionada a saber e me sentia um lixo por não saber, mas a partir do momento que eu comecei a me conhecer me desprender da verdade alheia e me aceitar ganhei uma convicção tão grande, que entendi que eu não precisava querer satisfazer as expectativas que as pessoas colocavam em mim e muito menos seguir imposições, porque quem dorme comigo todo dia e lida com  a felicidade ou infelicidade que EU conquisto sou eu, eu não preciso saber exatamente o que eu quero e nem querer uma coisa só eu quero fazer muito, eu vou fazer muito, não importa se eu quero fazer uma coisa que ainda não existe vou ser bem sucedida  não importa qual seja minha  escolha...
Desde que seja algo que realmente venha de mim, porque se vem de mim eu vou dominar, varias pessoas até hoje tentam me reprimir e me fazer sentir menor por não seguir o que elas julgam “a coisa certa” mas eu agradeço a minha mãe que aprendeu com a criação repressora que teve a não nos limitar e nos impedir de desenvolver nossa vivência, e de me deixar ter meus amores, não julgar minha música, meu desenho, minha escrita, meu canto, minha dança nem nada que vem de mim... minha mãe é responsável por eu me conhecer e me sentir tão bem, e se eu dependesse da escola e de outras pessoas eu seria “Alguém” bem infeliz, teria abraçado a falta de confiança e auto estima até hoje, enfim...  só um relato, com todo respeito aos professores.
A melhor professora pra mim foi a rua, a música e a Rose rainha!!"





Indicamos também que vocês assistam o doc "Educação proibida" que é super importante,ele explica por exemplo,que a instituição de ensino foi patrocinada por donos de fábricas,e é só mais um braço do sistema...se você for pai ou mãe, é indispensável!

Hey homies,whats poppin?  No post de hoje vamos falar sobre um assunto bem romantizado no nosso país,a miscigenação! Quem já não ouviu ou até pensou ; “o bonito do Brasil é a mistura’’ ‘’brasil multicultural por natureza’’ e tantas outras frases que dão a entender que o Brasil foi e é um lugar onde todo mundo se amou,independente de cor ou raça,viemos pra explicar o porque de maneira alguma isso é verdade e ainda trazer uma reflexão sobre a herança da miscigenação e da escravidão que aliados ao patriarcado  pingam na gente até hoje! E pinga legal!
 SÃO VÁRIOS TÓPICOS QUE ENGLOBAM ESSA PAUTA,ESSA É A PRIMEIRA PARTE!
Eu usei como base pra escrever trilhões de referências,desde falas da Djamila ribeiro até trabalhos de faculdade,mas minha ferramenta de busca foi o google! As referências mais diretas vou tentar creditar NO POST FINAL (fica meio difícil por que pesquiso tudo de uma vez e salvo misturado no word,pra ler off-line,pra quem não sabe não temos um plano de internet,rs)
                Vamos começar com algumas ‘’curiosidades’’

. NOSSA SOCIEDADE  FOI A ULTIMA ABOLIR A ESCRAVIDÃO
. AS MULHERES NEGRAS CASAM MENOS SEGUNDO O IBGE
. AS MULHERES ADOLESCENTES NEGRAS SÃO AS MAIS ESTUPRADAS
. NOS ULTIMOS DEZ ANOS O FEMINICÍDIO DE MULHERES BRANCAS CAIU 10 % E O DE MULHERES NEGRAS SUBIU 55%
. O BRASIL É O PAÍS COM MAIOR POPULAÇÃO DE ORIGEM AFRICANA NO MUNDO COM 87 MILHÕES DE AFRODESCENDENTES
. NO BRASIL,A ESTIMATIVA DE VIDA DA MULHER NEGRA É 4 ANOS MENOR DO QUE DA MULHER BRANCA

     
Brasil- MISCIGENAÇÃO Forçada,patriarcado e suas heranças:  
                 Estupro,homicídio,pedofilia,prostituição e cia.

PROSTITUIÇÃO,PEDOFILIA,RACISMO,PATRIARCADO
     O homem branco europeu chegou no brasa com toda a sua arrogância e pensamento de superioridade em relação a outras raças no século 16, ,depois de uma longa viagem sem sexo,e quando chegaram no Brasil,pá! Se deparam com as índias andando nuas naturalmente,pra cima e pra baixo...Pra conseguir o que eles queriam logo,maliciosamente eles começaram a aliciar as índias... elas,inocentes de tudo,trocavam sexo,por espelhos,objetos e bugigangas que elas nunca tinham visto! Uma introdução a prostituição...

   
             Algumas índias,e logo depois as negras escravas também,não se envolviam motivadas pelos objetos quase que sem valor,mais sim por deslumbramento e por botar fé na suposta superioridade do homem branco... umas pra ‘’clarear a familia’’ pensando no sofrimento dos que vão herdar seu gene perseguido e torturado,outras pra ter um ‘’marido  branco trófeu’’ pra se sentir menos negra,menos índia,menos ‘’escória’’,mais vencedora,’’sou negra mais consegui um marido branco’’... atual né? Vivemos isso até hoje!
Os índios,tadinhos! foram dizimados por doenças transmitidas pelos portugueses,e hoje os donos do Brasil estão entrando extinção... logo substituíram os índios pelos negros...





“SINHÁ É MULHER PRA CASAR,ESCRAVA É MULHER PRA GOZAR.’’ –ATÉ HOJE!

A mulher branca nessa época era vista pelo regime patriarcal como uma mulher virtuosa,virgem,pura! Era essa a visão padrão da mulher branca! Já as indígenas e negras,ah! Essas eram o pecado em pessoa! Se com as sinhás existia todo um trabalho para ‘’guardá-las’’,onde elas eram vigiadas e reclusas do âmbito social para preservar a sua virgindade,até chegar o momento dela ser jogada pra casar,coisa que deu muito mais força pra construção dessa sociedade cheia de padrão machista... (como uma mulher guardada vai participar e agregar na construção de uma sociedade?) Com as negras e indígenas,com essas eles se lambuzavam! afinal elas eram objetos,propriedade  deles,e a vontade delas ou o casamento ou os filhos delas não tinhaa menor relevância,elas não tinham humanidade... essas mulheres eram estupradas por vezes na frente dos filhos,do marido,que nada mais eram do que propriedades,produtos,não humanos.
   Nós mulheres pretas e índias fomos usadas pra preservar a virtude da mulher branca... eles preservavam a virtude delas nos violando,muitas vezes,com 10,11 anos de idade...vai vendo.

A PEDOFÍLIA  E O PATRIARCALISMO!

 Eles chegaram de bonde,mais é claro que no começo tinha uma certa escassez de gente branca na colônia,eles precisavam expandir,fabricar mais gente LITERALMENTE,então rolou um processo de “adultização” das meninas portuguesas!!!!!! SIM!!!!
Nas terras coloniais, a menina pulava pra idade adulta e já estava pronta pra casar depois da primeira comunhão,ou seja,COM 8,9 ANOS DE IDADE,normalmente elas se casavam até os 14,por que chegar aos 15 anos sem se casar te dava o título de solteirona,o que era uma humilhação pra família,zuado!!!!! A mulher tinha que ser virgem e bem jovem! Segundo Gilberto Freyre, a virgindade “só tinha gosto quando colhida verde”, pois depois de certa idade, já não conservavam o provocante verdor de meninas-moças apreciados pelos maridos”
Maridos que em sua maioria chegavam até 70 anos e era beeem normal o casamento de tio com sobrinha,primo com prima,afinal naquela época casamento era puro game,e a idéia era evitar a dispersão dos bens!
   Patriarcado é uma coisa de filha da puta que só piorou o mundo...

      Já pros sinhozinhos,nessa idade é que a sua “virilidade” era estimulada,na maioria das vezes com as escravas... ou seja,com 8,9 anos ele era estimulado e incentivado a estuprar,pegar a força uma mulher preta... tá acompanhando? O homem(o preto também,no próximo post falaremos sobre isso),foi educado,estimulado e incentivado a abusar,ferir e não se importar com as mulheres,sobretudo as pretas! O bagulho é louco!
  
Por conta dos casamentos serem puro business,era um pouco mais difícil rolar um desejo sexual entre os sinhôs e sinhás,outro fator era o envelhecimento precoce delas,suas tias casavam com 11,12 anos,com a função lá de fabricar gente,se alimentando mal,imagina! AH! MUITAS DELAS MORRIAM NO PARTO,ÓBVIO,mas em relação as que sobreviveram havia relatos que as portuguesas ficavam obesas aos 18 e que aos 25 aparentavam sessenta! Por conta da vida infeliz delas,era comum o vício em comer muito... foda


 Os cara não né,apesar deles terem escravos,eles eram menos sedentários,andavam de cavalo e os caraio...
As escravas mantinham um físico “melhor” por conta do exercício físico forçado óbviamente por serem escravas... o que despertava interesse nos senhores de engenho, e raiva e ciúmes nas sinhás...
As sinhás,cegavam,aleijavam,deformavam e matavam as escravas das quais ela tinham ciúmes... Como vingança,por vezes serviam a mesa as genitálias e partes do corpo da negra que mais lhe incomodava...

   Um fator que explica o “tesão” do branco pela escrava era o primeiro contato que ele tinha com ela,na amamentação,com as amas de leite,mulheres pretas que tinham que abandonar seus filhos com fome pra amamentar os filhos dos sinhôs,e até pelo contato com as mães pretas,as mulheres,que cuidavam e educavam eles no lugar da mãe...

 Naquela época a gravidez não era algo sentimental,era a fabricação de um herdeiro,e a amamentação era indigna pra uma dama... e cuidar dos filhos? Só atrapalharia a sinhá na administração do lar... no próximo post mergulharemos mais nessa idéia...
  Para expandir o Brasil colônia do jeito certo e moldar de maneira “superior” a população,eles precisavam de mais mulheres brancas,pra gerarem filhos brancos... Digamos que era uma necessidade de manutenção de privilégios... mais falaremos mais disso no próximo post...
Essa foi só uma introdução,tomara que esteja bom rs.Esperamos o feedback de vocês!!

Próximos tópicos: o projeto de embranquecimento,amas de leite e o abandono e assassinato dos filhos,e o paradoxo do racista e as mães pretas.



 Pra quem achou os assuntos muito pesados pra serem discutidos,saiba que você vive todos eles e tem a obrigação de procurar saber e se posicionar em relação a eles...
  
        “Cêis dão taça de veneno e quer suflair?”
Amamos vocês!
  Atenciosamente,
Tasha e Tracie Okereke.

Foto:tomas rera






Demos uma entrevista pra revista ELLE,CHECK IT!

http://elle.abril.com.br/moda/nao-e-it-girl-e-it-favela-conheca-tasha-e-tracie-okereke/
                   
                            #ITFAVELA #DENEGRINDO #REVIDAREMOS

               Mano!  já tinhamos idealizado junto com o coletivo versus a idéia de juntar outros coletivos majoritariamente  preto e de jovens periféricos pra fazer uma parada grande,um afrocalipse! Mas pra nós  era algo distante,algo pra se planejar,um sonho pra nós...daí,boom! Surgiu uma oportunidade,ganhamos uma estrutura pra fazer o jet,desacreditamos!!!
SÓ TINHA 1 COISA QUE FODIA,TINHAMOS 1 SEMANA PRA DIVULGAR O FESTIVAL!!!

Mas fomos... junto com o @versuscollective ligamos a @recayd , a @tipsymob e a @outroplanet e botamos as caras...Assim surgiu o Festival Selo, a união de 5 coletivos jovens e periféricos que atuam na cena cultural de São Paulo! No fim,foi lindão,e acredito que foi só o começo do que juventude preta vai fazer!

Rolaram alguns registros dx @GHETTOFOTOGRAFIA  @DIOLINHA  E @VTAO , DÁ UMA OLHADA!

















































#ITFAVELA
ALL BLACK EVERYTHING,ROUFF!